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Festas / Tradições 2016-10-12T11:36:26+00:00

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São Sebastião

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Mercado

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Tradições

Apesar de durante séculos, os usos e costumes terem passado de geração em geração, actualmente a situação é bem diferente: condição imposta com o passar dos anos, a consequente melhoria das condições de vida, mudança de mentalidades que o progresso e que a sociedade moderna nos trouxe. Mas apenas à alguns anos atrás era costume que junto à lareira, se contassem histórias, lendas e tradições de antigamente, aos mais novos.

No entanto algumas dessas tradições ainda se mantêm na Freguesia de São Miguel de Acha.

As tradições enraizadas estão de uma forma ou de outra relacionadas com a religião. Como no Natal por exemplo, altura do ano em que no adro da Igreja é costume queimar o madeiro. Isto para assinalar o nascimento do Menino Jesus e para que os mais necessitados tenham também algum conforto nesta noite especial.

Janeiras

As Janeiras, ou cantar as Janeiras, é uma tradição portuguesa que consiste na reunião de grupos que, cantando de porta em porta, desejam às pessoas um feliz ano novo. Podem ser utilizados instrumentos musicais, como a pandeireta, flauta, viola, acordeão e bombo no acompanhamento. As músicas são normalmente conhecidas e a letra varia de localidade para localidade, são cantadas no dia 6 Janeiro, no Dia de Reis.

Encomendação das Almas

A “ encomendação das almas”, é a tradição que se mantém até aos nossos dias.
Durante a Quaresma, já noite cerrada, à luz de velas ou lanternas de azeite, grupos de homens encapotados e mulheres com os seus xailes pretos tradicionais, pela cabeça, reuniam-se no adro e em locais específicos da aldeia. Aí entoavam, em coro, com tom dolente e triste, e cheio de angústia, cânticos em memória das benditas almas do Purgatório.

Matança do Porco

Esta tradição é das mais antigas da nossa terra. Realiza-se nos meses mais frios do ano, ou seja entre Novembro e Fevereiro.
Dizem os mais antigos que a matança deve ser a 30 de Novembro, em que o provérbio diz:

Pelo Stº André mata o porco pelo pé
Se ele disser qué, qué, pergunta-lhe que tempo é
Se ele disser que tal, que tal

Deixai-o para o Natal

O “Madeiro”

Uns quinze ou vinte dias antes do Natal, os rapazes novos que vão nesse ano às sortes (vulgar inspecção militar) movidos de um sentimento tradicionalista, que nunca esqueceram, juntam-se e lá vão campo fora em tractores (antigamente iam com juntas de bois) a fim de arrancarem o “madeiro” (grossos e volumosos troncos velhos das sobreiras mais secas, cujo tronco velho e carcomido já abrigou, no seu seio, dezenas de gerações) que, como em anos anteriores há-de arder no meio da praça, junto à Igreja Matriz para aquecer o Menino. O entusiasmo domina todo aquele punhado de gente sã, desde que se começa a cortar o “madeiro”, carregá-lo para cima dos tractores e pô-los em movimento. E aí vão eles a caminho da aldeia, cinco seis ou mais tractores, bem carregados, ao som de confusa algazarra e constantes vivas ao “madeiro”. Cortejo chega finalmente ao adro. Todo o largo depressa fica repleto de gente, que cheia de curiosidade, vem ver que tal é o “madeiro” deste ano, e que, muito em breve há-de arder. As janelas das casas em volta estão apinhadas de gente de todas as classes e idades, para ver descarregar e admirar o tamanho e volume do “madeiro”. Irrompem então manifestações de todos os lados, aos simpáticos e valentes rapazes, que para não deixarem extinguir o fogo de uma tradição muito remota, tão longe o foram buscar.

Missa do Galo

A Missa do Galo, também conhecida por Missa da Meia-Noite, celebra-se devido ao facto de a tradição dizer que Jesus nasceu à meia-noite. Para os católicos Romanos, este costume de assistir a esta Missa começou no ano 400.

É chamada Missa do Galo, segundo a lenda, a única vez que um galo cantou à meia-noite foi na noite em que Jesus nasceu.

Outra lenda muito antiga diz que, antes de baterem as doze badaladas da meia-noite do dia 24 de Dezembro, cada lavrador matava um galo em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus, por altura da Sua morte. Depois a ave era levada para a igreja, a fim de ser oferecida aos pobres que, assim, podiam ver melhorado o seu almoço de Natal.

Jogos Tradicionais

Relacionam-se com a vida quotidiana das populações, onde se inspiram. Podem considerar-se não apenas uma forma lúdica, mas um meio de convivência e de ocupação dos tempos livres. Tinham como objectivo prioritário a distracção.
Chegaram até nós transmitidos verbalmente de geração em geração ao longo de décadas ou séculos. Os seus temas baseavam-se nos trabalhos diários e variam segundo as estações do ano, as colheitas, romarias, feiras, e festas religiosas. Os instrumentos do trabalho forneciam o material da disputa (ferro, pau, relha, corda, etc.). Exigiam ao praticante força, destreza e sorte. O local mais utilizado para a sua realização era o adro da igreja.

O despovoamento das populações do interior para o litoral e para o estrangeiro, a divulgação feita pelos meios de comunicação, em especial a televisão, de outros jogos mais actuais e apelativos, e de outras formas de ocupação dos tempos livres provocaram o seu quase esquecimento.

Todavia fazem parte do nosso património cultural e devemos preservá-los.

Jogos tradicionais de São Miguel de Acha:

Malha, Bilharda, Raioula, Barra do lenço, Pião, Bola, Berlinde, Sardinha, Burro, Corda, Escondidas, Anel, Cabra Cega, Sueca.